Nos dias de hoje, somos confrontados com uma crise económica enorme à escala mundial, mas será mesmo uma crise económica? Não estaremos nós a atravessar uma crise de valores, que como repercussão dá origem a outros tipos de crise? Não estaremos nós a deixar esvanecer algo que é tão nosso em prol de questões económicas?
Na minha opinião, Portugal perdeu imenso da sua essência, a personalidade revolucionária, contestante e activa perdeu-se, o antigo povo que reclamava os seus valores e lutava por eles perdeu-se. Estamos "amordaçados", acorrentados e a sofrer em silêcio. A liberdade de opinião que tanto demorou a obter, que tanto sangue derramou, que tantas detenções provocou, é agora negligenciada e esquecida.
Além disso, parece-me a mim que temos medo de lutar, de enfrentar as consequências dos nossos actos, de exigir os nossos direitos e de arranjar problemas. Somos medrosos e mesquinhos, temos medo de exprimir as nossas ideias com medo de represálias do outro lado. Tememos a verdade e veneramos a mentira, geramos conflitos. Vivemos num clima de gerra fria constante, somos cínicos e falsos. As nossas relações interpessoais são manchadas quase todos os dias e, quando surge uma ou outra pessoa que se tenta destacar do resto é veemente censurado pelo resto das pessoas.
Concluindo, esta nova crise afecta todos os bons valores(na minha opinião) criados por gerações muito anteriores á minha, a luta de pessoas como José Afonso, Manuel Alegre, Otelo Saraiva de Carvalho ,Che Guevara, Samuel Adams, entre outros,estes devem sentir-se profundamente malogrados com os trilhos que o nosso mundo leva, cada vez mais o egoísmo se apodera das pessoas e é imperial o sucesso próprio ao invés do bem estar de todos, o espírito assemelha-se a uma vela com a sua chama prestes a apagar-se.
domingo, 3 de janeiro de 2010
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